Sobre

So, I guess I’m over 30… And I’m confused. 

Para fazer um breve resumo da minha pessoa e do que me vai na cabeça: se me candidatasse ao Secret Story (exemplo extremamente plausível), no vídeo da minha apresentação estaria eu vestida de Xena – a guerreira, a galope num cavalo, com um sombrero de mariachi na cabeça, a tocar viola amarantina ao mesmo tempo que bebia uma Vodka Redbull e cantarolava Anathema.

Depois saía do cavalo com um duplo mortal, aterrava em Sun Warrior Pose e, após um abanar de cabelo em câmera lenta (like the f#cking Queen B), acompanhado com o meu sotaque tripeiro (há sempre tripeiros no programa), diria:

“Olá, sou a Daniéla, tenho 30 iános e considero-me uma pessoua desenrascáda: gosto de fazere um pouco de tudo mas num sou especializáda eim náda.”

Sou uma jovem que sabe bem o que quer, portanto. Já ganhei.

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Mas vá, tentando manter o foco aqui: Afinal, quem sou e qual o motivo deste blog?

Comecemos pela primeira – quem sou – e para tal, deixo uma breve cronologia:

1987 – Nasci

1988 – Batizaram-me.

1989 – Uma senhora disse-me: “Ah, que linda menina!” ao que eu respondi: “Vai po calalho.”

(se calhar vamos avançar um pouco)

Entre 1991 e 2003

  •  No infantário fui um palhaço simpático e a minha mãe costurou-me um fato e tudo. Também dançava e cantava com as outras meninas músicas das Tentações (how age-appropriate!);
  • Na primária, rachei a cabeça a fugir de um rapaz e parti um guarda-chuva nas costas de outro – #classy. Queria ser veterinária, professora ou florista quando crescesse;
  • No 5º ano tocava bombo, ferrinhos e dancei num grupo de rancho na escola “Água lebó regadinho, água lebó regadôare, enquanto rega e não rega bou cantar ao meu amôare. Adorava subir a árvores e a palcos vazios para abanar a cesta, qual diva;
  • Ganhei o 2º lugar na Chuva de Estrelas no meu 6º ano a cantar Mafalda Veiga – Um lugar encantado – #shitgotserious. Não, não éramos só duas a concorrer e a que ganhou o 1º lugar era uma porca – cantou aquela do “I’m a pig, pig, pig girl” … Ok. Desculpem.
  • Aos 11 anos (mais ou menos, já não me recordo) os meus pais inscreveram-me na escola de música: Tocava bandolim, flauta e caixa chinesa (um instrumento que faz duas notas: pim e poc) e fazia parte de uma banda de música tradicional;
  • A esta altura era também salmista na igreja e as noivas pagavam para eu ir cantar os salmos aos seus casamentos – #bringmethemoney;
  • Algures com os meus 12 anos, o meu pai encenava peças de teatro com a malta da freguesia mas uma das meninas partiu um pé antes da estreia. Como não havia mais ninguém, fui a jovem Constança na vez dela. Gostei tanto que repeti como uma velha alcoviteira em outra peça;
  • Aos 15-16 tornei-me vocalista numa banda de pop-rock! Fancy, hãn? Pronto, ok. Só cantava nos refrões – but, it’s something!. #saudades #sigma #zeligaduras #danipurpurinas

2003 – Estou no 9º ano e pedem-me para decidir o meu futuro escolhendo uma área de estudo. Ora como sou um ser super inteligente e já na altura sabia que tinha que escolher algo com empregabilidade, escolhi a área de ciências… Obviamente. {\displaystyle {\ce {{NaOH(s)}+ {HCl(l)}-> {NaCl(aq)}+ {H2O(l)}}}} 🤔 Hum, duas semanas depois pedi transferência para… Artes.

2006 – Apaixonei-me (#howcute) e achei que era boa ideia deixar de estudar para me tornar uma doméstica (#asshole). A minha querida mãe lembrou-me novamente do facto de eu ser super inteligente e empurrou-me para a faculdade (#momsknowbest). Como estudei artes e queria ser Designer Gráfica ou Designer de Interiores…

2007 – Escolhi ensino: Ensino Básico com variante de Educação Física.

2009 – Já no IPB, foi adotada por uma equipa feminina de Futsal – Pioneiros de Bragança – mas como não sabia jogar à bola, a Miss pôs-me à baliza. Jogamos mais de 20 partidas e apenas sofri um golo. Eu só joguei em duas… na segunda parte… quando estávamos a ganhar com uma diferença superior a 30 golos.

2010 – Acaba a vida de estudante e olá desemprego! Olá crianças mal educadas cujos pais estão demasiado ocupados a fazer scroll no facebook para educar os seus rebentos! Tudo bem? … Isto se calhar não vai resultar, vou tirar um curso de Fit-nesse.

2011 a 2013 – Fui comercial, rececionista e instrutora de fitness num ginásio. No verão de 2013, com um menisco rebentado e uma tenossinovite no ombro, e antes de pedir a reforma antecipada por invalidez, decidi fazer algo diferente, tipo: voluntariado no estrangeiro.

2013 a 2014 – Hello England. Percebi que ali não se fala inglês – fala-se qualquer coisa que soa a inglês.  Ele é chuva, é frio, é cinzento, é modafóca para um lado e modafócking para outro… E eu modafócking fartei-me. Ai minha casinha meu lar, meu peniquinho de mijar – 6 meses depois voltei ao nosso Portugal.

2018 – Trabalho na área do Marketing, como Social Media Specialist. Damn, what a ride!

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Ainda aí estão? Boa, já tenho fans.😅

Portanto, sobre a primeira parte concluímos que consistência é coisa que não me assiste, mas que experimentar coisas é comigo. Sobre a segunda – qual o motivo deste blog? –  vamos lá.

Foi perto do meu 30º aniversário que todas as perguntas começaram: Quem sou? O que tenho? O que faço? Como vão ser os meus próximos anos e o que vou fazer com eles? O que realmente quero? O que me faz feliz? O que faria de borla para o resto da minha vida apenas porque adoro? Qual é o meu caminho, o meu propósito? Nossa, quanto drama e introspeção!

Fiz sessões de coaching, respondi a perguntas poderosas, chorei prantos (e fiquei cheia de ranho), sorri, sonhei e, a seu tempo – that’s it – adoro experimentar coisas novas.

Sou curiosa, aventureira e un petit peu corajosa. Simples assim. Uáu. Iluminei-me e nem precisei de uma figueira: Interessa-me o desconhecido! Tenho … (rufos)... Pêlo na Venta, vá!

No entanto, também percebi que a velocidade com que me interesso por algo é a mesma com que me desinteresso… Well, that being said, maybe I’m f#cked.

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Ou não… 

E se, viver experiências novas for “ma’thing”? Mesmo que não as volte a repetir? E se o que eu gosto mesmo é deste “feeling the rush in your blood” (com russian accent)? E se a curiosidade, a adrenalina, a vontade de aprender e saber mais, de tentar, de ver se sou capaz, de me testar e experimentar, de ver se tenho pêlo na venta suficiente para fazer coisas desafiantes for o que realmente me realiza?

Posso fazer disto carreira? Provavelmente não. Não vou ganhar a vida a fazê-lo (vou é gastar o salário a tenta-lo… tentá-lo… ten-tá-lo… te-en-tá-lo… te-entálo… anyway), mas se o que me faz feliz e me faz sentir viva é conhecer o desconhecido, ainda que como ocupação, porque não? (eu sei, faço muitas perguntas e falo para #cacete 😑).

Mas todas estas experiências, tão giras, fascinantes e catitas, ou não, precisam de ser registadas, caso contrário não me irei lembrar de tudo o que já experimentei ou ainda vou experimentar – já tenho alguma dificuldade em fazê-lo.

É aí que entra o www.pelonaventa.com! Aqui registarei experiências, aventuras, desafios a que me proponho e outras histórias de por os cabelos em pé. Escrevo-as para:

  1. eu as recordar;
  2. os meus amigos me gozarem no próximo café;
  3. todas as pessoas que as queiram ler terem material de entretenimento para quando forem caaa…valinho na feira a comer.

 

Se leram até aqui, são os maiores e podem comentar um post qualquer com a expressão “Queimei o estrugido!” que eu irei responder “Estrebanguei um pé!”. Ninguém vai perceber puto, mas para nós vai ser giro. Ou só parvo.

Bem-vindos!
Divirtam-se com as minhas peripécias e sejam meiguinhos e fofos.

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4 thoughts on “Sobre

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